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segunda-feira, 28 de maio de 2012

EYE FILM MUSEUM em Amsterdam


EYE FILM MUSEUM




EYE Film Institute Netherlands,  inaugurou em abril sua nova morada. Agora localizado na Ijspromenade, atravessando o canal, atrás da Centraal Station. 
O instituto tem como finalidade geral o desenvolvimento da cultura cinematográfica e o fomento do cinema holandês aqui na Holanda e no exterior. 
Através de sua extensiva coleção construída ao longo de 60 anos reflete os aspectos mais importantes da história do cinema.  
Oferece uma programação diária de clássicos do cinema e filmes atuais. São 37,000 filmes, 500,000 fotografias e 60,000 posters de filmes. Também consta de sua programação cursos, debates, workshops, atividades voltadas para crianças e jovens e outras.
EYE Film Institute Netherlands foi fundado em 2010 com a fusão de outras quatro organizações de filmes holandesas: Holland Film, the Nederlands Instituut voor Filmeducatie, the Filmbank and the Filmmuseum.Com essa medida a cultura cinematográfica da Holanda ganhou amparo e coesão, juntou forças para o crescimento, sustentação e amparo do universo do cinema.
O museu tem um projeto chamado Images for the Future  onde o departamento de coleções digitliza uma gama enorme de fotografias e filmes que são disponbilizados em websites, databases e aplicativos que podem depois ser acessados por pesquisadores científicos, instituições de ensino e outras organizações.

Programação clique aqui

Google Mapa


*(arquitetura by Roman Delugan e Elke Delugan-Meissl)



Exposição

5 Abril - 3 Junho 2012

Atualmente está em curso uma exposição em que artistas e cineastas experimentais fazem uso do inesgotável recurso encontrado nos arquivos através de fotos, imagens, DVDs, internet e outras tantas. O material é reelaborado, recriado em outras cenas, filmes e imagens ganhando outros significados. A exposição destaca a multiplicidade de possibilidades encontrada nos arquivos cinematográficos.








domingo, 26 de fevereiro de 2012

Biblioteca publica de Amsterdam - Openbare Bibliotheek, OBA





Onde mora o saber - na casa dos pensamentos


A tempos que quero compartilhar aqui no blog um lugar que adoro em Amsterdam, mas como eu sou da turma do slow blog e tenho mil outras coisas que quero fazer, sempre fica pra depois. 
Hoje impreterivelmente vou falar sobre esse lugar maravilhoso e cheio de energia criativa: a Biblioteca Publica de Amsterdam a OBA. 
Imperdível! Para moradores ou turistas.
Pra começar a arquitetura encantadora. O prédio, com uma fachada toda envidraçada fica de frente para uma baía (o  Ijmeer)  trazendo pra dentro das salas de leitura muita luz natural e a paisagem externa de águas tranquilas. 
O arquiteto Jo Coenen é conhecido por inserir seus trabalhos no ambiente onde se encontram, mesclá-los à paisagem. No caso da OBA foi um pouco diferente. O arquiteto tentou visualizar, intuir como seria no futuro as redondezas, o entorno do lugar e planejou sua obra de acordo com o futuro da área. O resultado é um prédio aberto, transparente, com linhas abstratas e modernas. 
Sete andares recheados de muitas letrinhas e muito saber: livros, filmes, CDs e DVDs, games, revistas, jornais. 
Cada andar abriga um conjunto de saberes ou áreas: ciências, artes, filosofia, economia, música, esoterismo, matemática, educação, biologia, viagens e muitas  outras. Em cada andar tem inúmeras mesas, poltronas nos mais diferentes estilos de design, cabines onde você pode plugar seu laptop e estudar à vontade sem nenhuma interrupção.  Salas privadas de reuniões e encontros onde você pode acessar a internet. Computadores aliás é o que não falta na OBA, mais de 400 deles pra navegar e pesquisar.  
A parte de filmes e música é maravilhosa, com filmes de todas as nacionalidades, gêneros, estilos. A maioria deles na lingua original do filme, já que aqui na Holanda os fimes nao sao dublados, mas sim legendados em holandês. Artes nem se fala, livros e mais livros de artes pra encher os olhos. 

seção de filmes e musica


A parte chata disso tudo? a maioria do acervo de livros é em holandês claro!  Mas pra variar como o inglês é  "pau pra toda obra" em Amsterdam, também tem uma seção especializada em livros de língua inglesa (e outras mais). Dá pra se divertir muito com o que a Oba disponibiliza para os não falantes da língua nativa.
O andar térreo é diversão pura para as crianças. Uma área lúdica e confortável que convida a passar uma tarde inteirinha por ali. Tem livros de todos os tipos e também em inglês. Uma sala reservada para workshops de artes que acontecem com frequência por lá. Computadores também estão à disposição dos pequenos para consultas e pesquisa. 

Na seção infantil está em exposição uma obra da artista Karina Schaapman: Het Muizenhuis - The Mouse House. Karina construiu uma casa de camundongos com mais de 100 compartimentos como sala, quartos, cozinha, etc. Tudo em miniatura com detalhes minuciosos. A artista construiu a obra pra servir de cenário para um livro infantil que ela mesma escreveu que conta a história dos ratinhos Sam e Julia.

O livro está à venda nas livrarias da Holanda e do Japão. Também com edição em inglês. Vale a pena dar uma olhada na obra.

Aqui tem a versão digital do trabalho na pagina da Oba: The Mouse House 


*Website The House Mouse http://www.hetmuizenhuis.nl/
 



Foto do blog /picture from: http://hetmuizenhuis.blogspot.com/


No website da biblioteca você pode fazer consultas para ver se tem algum livro ou material do seu interesse. O website está conectado com a biblioteca digital. Se clicar algum nome na barra de pesquisa do site tudo que existir lá sobre o assunto aparece no resultado da pesquisa, inclusive em revistas e jornais.

Todos os recursos e serviços da Oba estão à disposição dos usuários através de planos anuais que utilizam um cartão. Existem planos de 20 a 100 euros anuais. Cada cartão (ou plano) dá direito a uma quantidade de material emprestado e recursos diferentes como uso da internet, etc. Consulte o website da Oba para mais informações (tem uma opção em Inglês).
Crianças e jovens até 19 anos tem acesso grátis aos serviços e recursos da Oba.
A Oba também tem um teatro no sétimo andar, programação sob consulta.

Atenção! O horário de funcionamento da Oba: aberta TODOS os dias das 10:00h às 22:00h. Tanto tempo assim não dá pra dar desculpa nenhuma, vai là...pode ser uma ótima oportunidade de começar uma história de amor com os livros, filmes, etc.


*A partir da Centraal Station +- 5 minutos de caminhada (lado direito se ficar de frente pra estação);
*Ao lado da Oba tem um estacionamento Oosterdok Parking;
*Tem também no subsolo ao lado um estacionamento grátis para bicicletas;


Você tem fome de quê?
Quando bater aquela fominha, só subir no sétimo andar onde tem o restaurante La Place que serve comidas self service: pratos quentes, frutas e sanduiches, sucos, café, chás e tortas. No verão o terraço tem mesas externas com uma linda vista da cidade.
Em frente a Oba pelo acesso externo tem o restaurante Vapiano que serve pastas, pizzas e saladas. Bem gostoso, para uma refeição sem grandes pretensões, recomendo!






*Mais fotos da OBA


seção infantil





  

                                vista do terraço





 

                                     
















domingo, 22 de janeiro de 2012

HETMUZIEKTHEATER em Amsterdam, espetáculos de poesia

HETMUZIEKTHEATER, Amsterdam.
Arte para todos

Roteiros turísticos sempre passam pelos lugares mais conhecidos de uma cidade, aqueles que constam nos guias de viagem com as atrações mais típicas do lugar. Nada contra isso, até porque muitas vezes não temos tempo suficiente pra conhecer bem o local, ir a todos os lugares que gostaríamos e tal. Então a opção acaba ficando naquilo que a cidade tem como atração principal ou pelo menos mais conhecida. 
Mas eu gostaria de falar sobre algo que muitas pessoas passam batido e quase nunca está incluído em nenhum roteiro de turismo, nenhuma lista de coisas imperdíveis ou algo fortemente recomendado por locais, por amigos, etc. 
Em Amsterdam não é diferente e muitas pessoas que passam por aqui nem sequer sabem o que funciona no prédio que fica no centro da famosa Waterlooplein onde também acontece o mercado de pulgas mais conhecido da cidade (mesmo nome). O grande prédio horizontal  abriga além da Prefeitura de Amsterdam o HETMUZIEKTHEATER morada do Het Nationale Ballet  (Ballet Nacional da Holanda) e também da  De Nederlandse Opera (Ópera Holandesa). 
Na verdade o projeto inicial de toda a história da casa era voltado inicialmente para a Ópera Holandesa e começou em 1915 tendo se arrastado durante anos e concluído só em 1986. Mais tarde o Het National Ballet também fez morada na casa.
Eu falo de um tipo de arte pouco conhecido da grande maioria das pessoas: ballet, dança moderna-contemporânea, ópera. Não por falta de interesse talvez, mas simplesmente porque ao longo da história esse tipo de arte foi colocado numa espécie de pedestal, quase inatingível  pela maioria. Num lugar distante do grande público (aliás a arte em geral, eu diria...). Talvez por interesses escusos de uma classe dominante de outrora...(mas não nos interessa aqui entrar no mérito da questão). 
A minha dica preciosa pra todos que visitam a cidade e tem tempo pra isso claro, é assistir a um espetáculo de dança ou ópera no lindo Het Muziektheater. As performances são lindas, emocionam e encantam até mesmo o mais contido espectador.
A arquitetura do prédio é simples (como todo autêntico estilo holandês). Apesar da fachada de mármore Carrara e vidro, seu interior é aconchegante, todo acarpetado na cor vermelha. A parte frontal de vidro voltada para o Rio Amstel oferece uma vista maravilhosa: o movimento e reflexo das águas, a vista da Magere Brug (famosa ponte em estilo típico Holandês) e da Munttoren (mais conhecida como a torre do relógio)  exterior/interior se misturam. São três níveis onde se distribuem a grande sala no primeiro andar, o primeiro balcão no segundo e o segundo balcão no terceiro nível. Todos tem bares com mesas onde você pode tomar um vinho, café ou um chá enquanto espera ou nos intervalos. Apesar de proporcionar 1600 lugares o Teatro tem uma atmosfera intimista pois seu formato é em semicírculo. Assim quase todos os lugares tem uma ótima vista do palco e a distância fica relativamente pequena dos níveis superiores. 
Os espetáculos se dividem em ballet, dança moderna/contemporânea, ópera e eventualmente música. Os ingressos para cada performance começam a ser vendidos três meses antes da primeira apresentação. Isso dá tempo suficiente pra garantir um bom lugar a um preço mais conveniente. Não que os preços sejam carésimos. Pelo contrário, existem preços para todos os bolsos. E para os espetáculos em questão o valor vale totalmente a pena. Mas se quiser garantir o menor preço possível fique atento e compre antecipadamente porque os espetáculos são super concorridos, os holandeses prestigiam muito as artes em geral e frequentam com assiduidade as peças. 
Falar em ópera e ballet você poderia associar a algo pomposo, talvez meio solene. Então você pensa: "mas como devo me vestir? devo usar algo mais formal, apropriado para ocasião?" Esqueça tudo isso! Os holandeses em geral tem um estilo muito casual e totalmente despretensioso, então vista o que quiser e como se sentir confortável que você estará bem. Tem pessoas de jeans e tênis, vestido e salto alto, botinas e camiseta, de tudo um pouco. Ninguém absolutamente vai ficar reparando na sua roupa, garanto!
A  grande maioria é sem formalidades ou pra ser sincera, sem frescuras! Não se preocupe, vá em frente. Dê uma chance para o novo entrar, mudar conceitos ou preconceitos. Mesmo que você nunca tenha tido um real interesse pelo assunto, experimente! Tente se aproximar de um mundo novo, cheio de surpresas agradáveis: alegria, cores, luzes, música, ritmos, beleza, emoções e sentimentos talvez adormecidos dentro de você. É uma ocasião imperdível e tenho certeza você vai querer repetir a dose. 
No site do HetMuziektheater você pode pesquisar e comprar os tickets de todas as performances, inclusive com antecedência (no site tem um acréscimo de 2euros). Também poderá comprá-los no box-office do Teatro que fica no mesmo prédio e funciona de Segunda a Sexta feira das 12pm as 6pm; Sábado, Domingo e feriados das 12pm as 3pm. Na Leidsenplein, 26 também funciona um local de venda dos tickets (pequeno custo adicional): UITBURO Ticketshop -Leidsenplein, 26.
Fica aqui a minha dica especial, se estiver passeando por Amsterdam ou mora por aqui, não perca a oportunidade de assistir um espetáculo. 





Hetmuziektheater (clica aqui pra saber como chegar lá)
Waterlooplein, Amstel 3. (no coração de Amsterdam)
*Tram 9 ou 14 a partir da Centraal Station;
*Metro 54,53 ou 51 a partir da Centraal Station;
* A pé do Bloemenmarkt (ou Torre do relógio no final da Kalverstraat) fica a +- 7min. 




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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Kröller-Müler Museum e De Hoge Veluwe Park




Arte, arquitetura, lazer e natureza

Tem coisas que sozinhas já são suficientes pra encher o coração de alegrias, mas combinadas com outros elementos ficam ainda melhor. 
Assim é o Museu Kröller Müller uma viagem deliciosa pelos caminhos da arte, rodeado pela natureza exuberante e por jardins repletos de esculturas lindas. O museu fica dentro de uma imensa reserva natural: o National Park De Hoge Veluwe  pertinho da cidade de Apeldoorn, aqui na Holanda.
O parque é formado por 5.400 hectares de florestas, planícies e dunas. É o habitat de javalis, veados e muflões (sub família dos caprinos).
O parque por si só já vale a visita. Tem uma estrutura enorme que inclui áreas de lazer para crianças, restaurantes e outras atrações:  St. Hubertus Hunting Lodge Park e Country-residence (antiga residência da família Kröler-Müller), Museum Jachthuis Sint Hubertus (Museu da família Kröller-Müller), Visitor Centre/Museonder (Museu Subterrâneo), Kröller-Müller Museum (museu de artes) and the Sculpture Garden (jardim das esculturas).
Um diferencial do parque é que oferece cerca de mais de 1700 bicicletas param serem usadas pelos visitantes. Parte delas, as Bicicletas Brancas são gratuitas e estão espalhadas pelo parque em alguns pontos como entradas e áreas de lazer.
O sistema das Bicicletas Brancas vem lá dos anos sessenta, das idéias de Luud Schimmelpennink um expoente dos famosos PROVOS de Amsterdam (saiba mais sobre eles aqui). Schimmelpennink propôs ao governo holandês um sistema rotatório de bicicletas grátis, mas a idéia nunca vingou. Em 1975, De Hoge Veluwe National Park e o ANWB aderiram a idéia e de inicio ofereceram 50 bicicletas. A idéia deu muito certo e hoje o parque tem 1700 bicicletas brancas. São bicicletas de design simples sem acessórios e com selim e guidon ajustáveis na altura, assim qualquer pessoa pode pedalar confortavelmente. Têm também bicicletas pequenas para crianças (sem rodinhas de apoio), bicicletas com cadeirinha traseira ou dianteira. As bicicletas brancas são grátis e funcionam num sistema de rotação, não pode ser cadeadas. Assim que você larga sua bike branca nos compartimentos outra pessoa pode imediatamente pegá-la. As bicicletas brancas não podem ser reservadas, você tem que contar com a sorte. Nas entradas do parque é aconselhável chegar cedo pra pegar bikes disponíveis. Como o sistema é rotativo sempre sobra bikes na parte central do parque.Elas se encontram nas entradas do parque que são três: Hoenderloo, Otterlo, Schaarsbergen; na parte central Merchantplein, Jachthuis Stint Hubertus e perto do Kröller-Müller Museum.


Mas se você quer garantir ter sua bike o tempo todo durante sua estadia no parque, pode alugar as Bicicletas Azuis. Você pode aluga-las por 3,50Euros por dia p/pessoa. Nesse caso as bicicletas têm cadeados e sua bike permanece garantida. O parque oferece todos os tipos de bikes: Bicicletas especiais como Backfiets (bicicletas com caixas para carregar até 4 crianças), bicicletas para quem tem necessidades especiais (nesse caso gratuitas) como cadeiras de rodas que podem ser adaptadas em outra bike, tandem bikes (bicicletas duplas), triciclos, bikes elétricas, etc. 
Todas essas bikes especiais têm que ser reservadas com um dia de antecedência no Email  reserveringen@hogeveluwe.nl  - custam 10 euros p/dia p/pessoa.


*A foto acima foi "emprestada" do website do Parque;
*O parque também oferece equitação com aluguel de cavalos;
*Horário de funcionamento do parque aqui







A história do museu começou quando Helene Kröller-Müller (1869-1939) comprou sua primeira obra de arte . Ela nasceu numa família de prósperos e ricos industriais alemães, casou-se com o holandês Anton Kröller, por sua vez também um rico empresário. Os Kröller-Müller dotados de grande idealismo foram os responsáveis pela existência do Museu que hoje leva seu nome e pelo parque onde está situado. Helene foi uma mulher apaixonada pelas artes, dedicou-se a aprender sobre o assunto com H.P. Bremmer, um educador na apreciação das artes. Bremmer frequentava sua casa assiduamente e incentivou-a a colecionar obras de arte. A partir de 1905 ela inicia sua coleção através dos conselhos de Bremmer e mais tarde ela mesma passa a escolher os trabalhos que compra.
A pedido do casal Kröller- Müller,  Bremmer freqüentava leilões de artes, estúdios de artistas e negociantes de artes a fim de encontrar peças para incrementar sua coleção. Em poucos anos Helene possuía uma vasta coleção de obras de Van Gogh seu artista preferido.  Durante toda sua vida ela comprou mais de 11.000 obras e objetos de arte. O arquiteto Henry van de Velde também ajudou-a como conselheiro na compra de algumas obras. A coleção de obras de Van Gogh é a segunda maior do mundo, atrás apenas da coleção da família do artista (hoje pertencente ao Museu Van Gogh).
Anton era um entusiasta da caça o que o levou a comprar muitas terras e fazendas ao longo dos anos. A reserva onde hoje se situa o parque era propriedade dos Kröller- Müller. Eles moraram por alguns anos na St Hubert Hunting Lodge que foi projetado especialmente para o casal pelo famoso arquiteto holandês HP Berlage.                     
Helene tinha tantas obras que chegou até mesmo expor sua coleção numa das salas da empresa do marido. Os interessados marcavam hora para apreciar as obras. Visionária, um dia sonhou em construir um museu para abrigar sua vasta coleção de obras de arte. Seu sonho era compartilhado pelo marido e juntos eles encomendaram projetos do museu de Ludwig Mies van der Rohe e Peter Behrens.As maquetes podem ser vistas no próprio museu ainda hoje. 
Mais tarde, tempos difíceis vieram e a crise atingiu os negócios dos Kröller-Müler. Consequentemente a coleção de artes ficou ameaçada. Assim, em 1935 o casal encontra uma solução para manter a coleção de artes intacta: fazem uma doação da coleção para o Estado e assim criou-se uma Fundação devidamente amparada pelo Estado. Na condição de o governo mantê-la coesa através da construção de um museu. Em 1938 o Museu Kroler-Müller abre suas portas tendo com diretora Helene. Mas ela desfrutou de seu sonho por apenas 1 ano, vindo a falecer em 1939. 
Atualmente a coleção se ampliou e inclui obras de George Seurat, Pablo Picasso, Fernand Leger, Piet Mondrian, Josef Albers, Jenny Holzer, Louise Bourgeois, Anselm Kiefer, Anish Kapoor,  Donald Judd, Richard Serra, Walter Leblanc  entre muitos outros.
Na parte externa do museu tem o Jardim das Esculturas, onde obras e natureza se misturam em perfeita harmonia. Nos anos 50 o diretor do museu Bram Hammacher iniciou a ampliação da coleção com a aquisição de esculturas. Obras de Donald Judd, Alberto Giacometti, Sol LeWitt, Bruce Nauman, Rodin, Henry Moore, Claes Oldenburg, Barbara Hepworth, Richard Serra, Mario Merz, Jean Dubuffet entre outros contemporâneos
.
O parque tem muitas atrações e precisa ser visto sem pressa. Por isso uma ida apenas não é o suficiente, programe-se pra chegar cedo.




Links
*De Amsterdam, transportes publicos: trem da Centraal Station para Apeldoorn;
na estação central de Apeldoorn tem ônibus regulares para o Parque: linha Turistica 400, para perto do museu; linha 108 para na entrada Hoenderloo que fica cerca de 5km do centro do parque e do Museu Kröller-Müller. Logo na entrada Hoenderloo tem um estacionamento de Bicicletas Brancas (grátis). Também tem um estacionamento de carros e uma estrada principal que leva até o centro do parque, onde você pode deixar seu carro e pegar uma bicicleta.  

                           Helene e Anton Kröller-Müller, foto from Museum's website

Helene Kröller-Müller...
‘Part of the intention of forming this collection was to show - to prove - that abstract art is not something insurmountable but that it has always existed. That is why you find new and older works here side by side. I meant to use the old to support the right of the new to exist.’ 

Sobre Van Gogh:
‘His value lies not in his means of expression, his technique, but in his great and new humanity. He created modern Expressionism.’